segunda-feira, 25 de abril de 2011

Em busca do elo perdido...

Tantos caminhos trouxeram-me até aqui. Quantos luares contemplei e quantas estrelas pude contar. Lembro da minha infância, contemplando aquele céu que só se apresenta no interior, longe das grandes metrópolis onde a poluição, as luzes das ruas e dos prédios impedem de vermos o Caminho de Santiago, o Cruzeiro do Sul e várias outras constelações...
Lembro dos pedidos feitos às estrelas cadentes ou à primeira estrela vista quando o sol se punha no horizonte. Tem até um versinho que eu nunca me esquecia de dizer quando avistava a primeira estrela que é mais ou menos assim: "Primeira estrela que vejo, realize o meu desejo!" E fazia um pedido.
Lembro das núvens avermelhadas que, segundo os mais velhos, sinalizavam chuva próxima. Chega a ser nostálgico tais lembranças. Foram momentos que passaram despercebidos e hoje são lembranças que povoam minha mente inquieta.
Lembro da paz que eu sentia ao ouvir o canto das cigarras e o coachar de sapos assim tão naturalmente. As galinhas empoleirando-se uma a uma dentro de um contexto tão comum para quem nasceu na roça.
Hummm... aquele cheirinho de terra molhada...
Aquele gostinho de ser tão simples, tão despreocupada, tão feliz...
Não que eu não me sinta feliz morando numa cidade grande. Amo São Paulo apesar de tudo.
A verdade é que sinto saudade daquela simplicidade... Tudo parece tão conturbado agora... E sei que não é a cidade. Esse desatino é dentro de mim... uma guerra sem fim...
Tenho que sobreviver, tenho que ser sociável, compreensiva, generosa e com tantas preocupações sobra bem pouco tempo para ser feliz.

Recapitulando tudo o que já vivi, percebo que o que eu buscava há dez anos atrás continua sendo o que busco agora. As alterações foram poucas e provavelmente essa busca irá perdurar até a morte. Estou em busca de um elo que foi perdido há muito tempo... E não se trata das constelações, dos luares, das cigarras e nem do cheiro de terra molhada, trata-se de algo abstrato e que nem sei direito o que é, mas sei que faz muita falta: a minha PAZ interior!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Rodrigo Faro - O Melhor do Brasil

Quando se pensa em um apresentador de programa de auditório logo vem em mente Faustão, Silvio Santos, Gugu Liberato, mas na minha opinião, quem vem dominando o cenário e roubando a cena é o apresentador Rodrigo Faro. No último sábado, só pra variar eu estava em casa. Eu, particularmente, não tenho a menor paciência para assistir tv, muito menos aos finais de semana. Quem me conhece, sabe! Mas... como eu não tinha nada melhor pra fazer, liguei a tv para distrair-me um pouco e pra minha surpresa, fiquei plantada na frente da tv até às 23:00 assistindo ao programa do Rodrigo.

ILUMINADO! Eis o adjetivo que o define muito bem. Eu já havia assistido a alguns trechos do programa dele, cujo estilo não me atrai, pois para mim, aparecer na tv procurando um namorado é o cúmulo do desespero. rsrs... O fato é que o Rodrigo Faro consegue prender a atenção do telespectador. Estou certa de que a grande maioria que assiste ao seu programa se mantém diante da telinha pelos méritos do apresentador, dentre os quais se destacam: inteligência, bom humor, espontaneidade, simpatia, naturalidade e uma entrega total ao trabalho que faz e muito bem, diga-se de passagem.
Rodrigo Faro é um artista nato. Canta muito bem, embora sua carreira como cantor não tenha tido sucesso. Interpreta muito bem, porém nas novelas não teve tanto glamour, talvez por não ter olhos azuis nem um corpo "bombadão" que, infelizmente, é a maior prova de "talento" hoje em dia. Isso me leva a crer que o fato de ser cantor e ator foi só um trampolim para o grande salto de mestre.
É um artista completo e o programa lhe permite ser versátil, mostrar a arte em diversas formas nos rendendo ótimas gargalhadas.
O quadro Dança Gatinho é simplesmente hilário. Ele se utiliza de facetas impressionantes em performances impagáveis. Dando um verdadeiro banho em certos apresentadores de programas de humor que contam piadas sem graça desde que nasceram e se auto denominam "humoristas".
Na minha opinião, sem sombra de dúvidas, Rodrigo Faro é o melhor apresentador do Brasil. Suas surpreendentes imitações de artistas como Lady Gaga, Michael Jackson, Freddie Mercury dentre outros, são verdadeiras doses antidepressivas nas noites de sábado. Não há quem não dê risadas. A entrega do artista ao personagem mostra um profissionalismo transcendente de quem realmente ama o que faz
Se você ainda não assistiu, assista. Noites de sábado na Rede Record, isto é, se você não tiver nada melhor para fazer e eu imagino que tenha... rsrs Ultimamente tem sido o meu caso, noites de sábado sozinha em casa comendo chocolate e assistindo tv. Ninguém merece, eu sei! Mas infelizmente é a minha realidade atual.
Mas... voltando ao início, só para concluir: O título "O Melhor do Brasil" se aplica perfeitamente ao apresentador Rodrigo Faro, embora o programa em si seja uma vitrine para "pegação" na frente das câmeras, com uma sequência de "foras" colossais e "beija-sapos" para não perder a viagem!

Parabéns Rodrigo! Que Deus o abençoe sempre!!!!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Dizer Não às vezes É Preciso!

Há momentos em que me pego numa profunda reflexão tentando entender o porquê de certas coisas, certas atitudes, certas palavras. Embora, na maioria das vezes, eu não chegue a conclusão alguma é como se esses momentos acionassem novos mecanismos no meu cérebro. Ah, sim! Eu tenho um cérebro, embora não pareça em certas circunstâncias.
Hoje, por um motivo tosco e que não vale a pena ser detalhado, flagrei-me pensando no poder que possuem certas palavras ditas. Ora por mim, ora por terceiros. Um "NÂO" por exemplo, pode ser o fim de uma amizade, de um amor como pode ser o começo de uma nova fase ou de uma nova briga. Por que para alguns é tão fácil dizer não e para outros tão difícil?
*NÃO, obrigada. Parei de beber!
*NÃO, me desculpe, eu não posso ir.
*NÃO, eu não quero mais falar com você...
*NÃO me procure mais...
*NÃO quero discutir...
*NÃO vamos falar sobre isso agora...
*NÃO posso, não estou afim...
*NÃO faça isso, NÃO faça aquilo...
*NÃO se preocupe...
*NÃO vá embora...
*NÃO te amo mais...
*NÃO me espere para o jantar...
NÃO...NÃO... e NÃO...
        Geralmente, um "não" provoca desavenças... Por quê?
        Será que temos sempre que concordar mesmo não estando de acordo?
        Será que temos sempre que estar disponíveis para tudo para não causar turbulências na política da boa vizinhança? NÃÃÃÃOOOO.....
        Eu sou meio tonta, às vezes. Sou aquele tipo de pessoa que tem uma enorme dificuldade em dizer não quando me pedem algo sem me sentir culpada. Mesmo que um "sim" venha a contrariar certas convicções. Nos tempos da escola, eu fazia as provas de colegas que se sentavam, estrategicamente, à minha direita, à esquerda, à frente e atrás, só pra não perder a amizade. (Amizade essa que se fortalecia nas semanas de provas) correndo o sério risco de ter a minha prova anulada.
       Na minha festa de 15 anos (faz tempo, mas ainda me lembro... rs) fui proibida de convidar certos colegas de classe que se diziam meus amigos. A maioria, na verdade, não foi convidada. O detalhe é que minhas irmãs que estavam realizando a festa não conheciam esses colegas, portanto, só pude convidar aqueles a quem elas conheciam. Resultado: Todo mundo de cara virada pra mim. Nem tentaram entender que não os convidei porque eu NÃO PODIA. E mal sabem o quanto eu também fiquei chateada por não poder convidar a todos. Minhas irmãs tinham total responsabilidade sobre mim, desde a morte dos meus pais e qualquer confusão que fosse gerada sobraria para elas, por isso só convidaram quem elas sabiam que eram pessoas de bem.
       Outro exemplo: Já passei noites inteiras em claro cuidando da minha filha bebê e de mais uma criança, menor do que ela, para que a mãe dessa criança fosse pra balada, dois, três dias seguidos, simplesmente por não saber dizer não.
       Já detonei meu próprio relacionamento na tentativa de ajudar a salvar o relacionamento de terceiros... por não conseguir dizer "sinto muito, mas não posso ajudar"
                   Em alguns momentos em que eu disse "não", todas as vezes em que ajudei caíram no esquecimento quase que automaticamente. É incrível! De repente, me vi às voltas com um clima péssimo de estranhamento total, simplesmente porque eu disse "Não", porque respeitei a minha individualidade.
        Quem de nós nunca disse NÃO? E quantos "NÃOS" ouvimos desde que nascemos?
        Acho que todos nós temos o direito de não fazermos algo quando não estamos com vontade... Não temos tatuada na testa a frase "Para uso comunitário" ou "Estou aqui para lhe servir". É claro que ninguém é auto-suficiente e que estamos sempre precisando de ajuda, mas daí sentir-se na obrigação de fazer algo só para manter a amizade ou as aparências é um verdadeiro despropósito.
         Eu, particularmente, gosto muito de ajudar as pessoas e o faço sempre que posso. O problema é que se, numa impossibilidade, acabo por dizer "não", a reação da outra parte sempre gera em mim um sentimento de culpa. Eu adoraria poder dizer sempre sim, se for para ajudar alguém, mas infelizmente, eu também tenho meus momentos, minhas crises, minhas coisas para fazer, das quais não quero abrir mão. Isso não é egoísmo, apenas traços da personalidade humana, características do Homo sapiens, que precisa ser respeitada.
       
E não se trata de indiferença e sim de uma impossibilidade, seja lá por qual motivo, desde que seja um motivo importante para nós.
Não devemos abrir mão de nós mesmos, não podemos colocar nossas tarefas em segundo plano, pois existem coisas que ninguém fará por nós, assim como não devemos nos chatear por causa de uma recusa ou algo assim. Temos mesmo é que superar nossas dificuldades e encarar nossos problemas por nós mesmos.
Ajudar? SEMPRE, porém sem jamais esquecermos que dizer não, às vezes, É PRECISO!