quinta-feira, 12 de maio de 2011

Saúde Pública no Brasil é uma piada

Sim, uma piada sem graça da qual é melhor rir para não chorar. Fico inconformada com tanto descaso no atendimento nos hospitais e postos da rede pública de saúde. O real significado de SUS deveria ser “Sem Uma Solução” ou quem sabe, ser alterado para “SIS – Sistema Inútil de Saúde”.
Pela quantidade de impostos que se paga no Brasil, a saúde, educação, moradia, dentre outros benefícios que são de direito da população deveriam ser primorosos, entretanto, o que se vê por aí beira ao caos. Hoje vou falar da saúde, não que os outros temas não sejam essenciais, porém se eu for falar tudo de uma vez ninguém vai ler isso de tão extenso que vai ficar.
Na questão da saúde falo por experiência própria, pois não tenho convênio médico e em todas as vezes que me vejo obrigada a procurar atendimento na rede pública é um verdadeiro suplício. Como dizem por aí: “É a treva!”.
Para se ter uma idéia, quando precisamos agendar uma consulta só conseguimos vaga para dali a uns dois meses no mínimo, ou seja, quando chega o dia da bendita consulta já nem lembramos mais com exatidão o que nos motivou a procurar um médico, porque na maioria das vezes, já procuramos um meio alternativo para curarmos nossas enfermidades, seja procurando uma clínica particular, um curandeiro, uma igreja evangélica, os “chazinhos” da vovó ou, na pior e mais comum das hipóteses, tomando medicamentos por conta própria, simplesmente porque não dá para esperarmos dois meses para ouvirmos um diagnóstico médico.
Várias pessoas são agendadas para o mesmo dia, no mesmo horário e quem chegar primeiro passa na frente. O atendimento é tão, mas tão demorado que, ao entrarmos no consultório só conseguimos pensar na dor nas pernas e nas costas de tanto ficarmos em pé (nunca têm assentos suficientes para todos e o número exorbitante de idosos e gestantes revezam-se  para que cada um possa sentar um pouquinho) e na terrível dor de cabeça seja pelo stress ou pela fome, pois é preciso sair de casa tão cedo que mal dá tempo de engolir um cafezinho preto e sair correndo na esperança de ser um dos primeiros da fila. Esperança essa que se dissipa a uns dois quarteirões antes do posto médico de onde se pode avistar a gigantesca fila em direção ao portão de entrada que, sendo otimista, deverá ser aberto dali à uma hora mais ou menos.
Após uma breve e insatisfatória consulta, da qual, saímos piores do que entramos, o que o médico tem a dizer se resume, quase sempre em: “vou pedir uns exames, mas aparentemente, você não tem nada”, “vou lhe dar uma guia para que você possa se consultar com um especialista” ou “vou receitar tal remédio, se você não melhorar retorne aqui”. Ah, quase me esqueci, agora também tem uma novidade estarrecedora: “você está precisando é de uma boa sova”, como foi indicado a uma criança por uma médica de Rio Claro, interior de São Paulo.
O problema é que se for uma das duas primeiras opções, o prazo de dois meses é prorrogado por mais dois meses ou mais. Se, por ventura, for receitado algum medicamento, reze para encontrá-lo na farmácia do posto em que se consultou porque caso não tenha e você esteja sem condições de comprá-lo, o que é muito comum, terá que rodar meio mundo para encontrá-lo em alguma farmácia da rede pública, pois sempre que falta em uma, falta em todas as outras e detalhe: correndo o risco de não ser o tratamento de que precisa e ter que marcar uma nova consulta para daqui a mais dois meses.

Enfim, estou começando a me simpatizar com a idéia de morrer em casa e quentinha, mas como “quase” todo brasileiro, ainda tenho esperança de que esse quadro possa ser revertido e que possamos ser como alguns países desenvolvidos que não necessitam de convênios médicos devido à excelente qualidade dos serviços públicos ou de, quem sabe, ganhar na loteria. E pelo andar da carruagem, com palhaços sendo eleitos por aí, a chance de se ganhar na loteria ainda parece a hipótese mais provável.

Engraçado, não? Então riam, se puderem, porque rir ainda é o melhor remédio!


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Maio, o mês das mães...

Maio é conhecido como o mês das noivas, o mês das mães... para mim é um mês de recordações e muitas, muitas saudades. É o mês do aniversário do meu pai e da minha mãe, além de ser obviamente o mês das mães. Hoje sou mãe e agradeço a Deus por isso, mas ao mesmo tempo fico triste ao lembrar da minha mãe que se foi tão cedo. Só Deus sabe o quanto eu gostaria de abraçá-la e dizer o quanto a amo. Convivi com a minha mãe por pouco mais de treze anos, o que significa que estou sem ela por um espaço maior de tempo do que aquele em que ela esteve comigo.
Vejo minha filha crescer e lamento tanto o fato de que ela não pôde conhecer a avó. Fico imaginando como seria a cara da minha mãe ao pegar a minha filha no colo. É triste saber que nunca verei esta cena. Sem falar na falta que ela me faz.
Hoje entendo tudo o que ela quis me ensinar e gostaria que ela soubesse que eu aprendi.
Consigo entender porque ela chorava cada vez que via-se obrigada a dar umas palmadas em algum dos filhos.
Hoje sei exatamente o que ela sentia quando eu pedia algo que o dinheiro não dava para comprar. E não era nada absurdo como um brinquedo caríssimo, eram coisas simples como um rocambole na padaria.
Hoje sei o que é improvisar um brinquedo com latas, garrafas e pedaços de tecido. Sei o que é costurar, cortar, emendar uma roupa que já não serve mais para minha filha usar em casa por mais um tempo.
Entendo a dor e a preocupação que ela tinha quando tentava me distrair com alguma coisa para que eu não visse o que outra criança estava comendo.
Hoje entendo o quanto ela precisava de alguns minutos de solidão e silêncio quando, aos finais de tarde, distanciava-se da casa, debruçava na cerca de um antigo curral e ficava olhando o sol se pôr, pensando longe e por algumas vezes chorava de saudade dos filhos que estavam à km’s de distância ou por motivos que somente ela conhecia. E quando era flagrada num desses momentos, disfarçava, enxugava os olhos e dizia ser um cisco ou um mosquito que havia entrado no olho.
Recordando tudo isso é como se eu pudesse vê-la à beira do fogão à lenha preparando o jantar. Ela era sempre a última a se servir. Era sempre a que ficava com os últimos e piores pedaços do frango que sobravam na panela. Hoje eu sei que só uma mãe é capaz de saciar-se com o alimento que é dado aos filhos.
Minha mãe foi um exemplo de virtude e bondade. É o exemplo que quero seguir e passar para a minha filha tudo o que aprendi com ela.
Sinto tanta falta de tê-la por perto...
Nesta semana que é dedicada às mães, quero homenagear à minha:

“Mãe, saiba que a tua imagem jamais será apagada da minha memória.
Obrigada pelo amor que sempre ofertastes. Obrigada por ter sido tão maravilhosa...
Onde quer que estejas estarei sempre lembrando a tua voz, teus gestos, trejeitos, manias, preferências... E nunca me esquecerei dos teus exemplos e teus cuidados.
Hoje sou mãe, mas confesso que sinto muita falta de poder ser filha. Às vezes preciso muito do teu colo...
Esse é o teu mês, Mãe!
Quero que me perdoe pelas vezes em que a magoei, mesmo sendo uma criança.
Eu não poderia ter tido uma mãe melhor...
TE AMO, MÃEZINHA!”

Uma mãe de verdade é aquela que é sensível como uma pétala, forte como uma rocha e valente como uma leoa. Minha mãe foi tudo isso e muito mais.
O amor que sinto pela minha mãe e pela minha filha é inigualável, incomparável, indestrutível. Esse é um dos motivos pelos quais, custa-me tanto acreditar que uma mãe seja capaz de abandonar o próprio filho por aí nas caçambas de entulho, nos banheiros de hospitais...
Essas não são mães, são verdadeiros monstros que nunca provarão um amor verdadeiro, porque a mulher que não é capaz de amar a um filho jamais terá capacidade para amar a quem quer que seja.

Pois muito bem! Para finalizar gostaria de parabenizar a todas as MÃES DE VERDADE que conheço e as que não conheço também.
E quero deixar um recado para aqueles filhos(as) que não dão o merecido valor à própria mãe: “Estejam certos que ainda se arrependerão e que poderá ser tarde demais!”

Quero agradecer a Deus, mais uma vez, por ter-me dado a chance de ser mãe. Mesmo que eu nunca mais tenha uma noite inteira de sono, mesmo que eu nunca mais tenha o prazer de saborear a comida ainda quente e sem interrupções, mesmo que eu não tenha mais dinheiro sobrando no fim do mês, mesmo que eu não tenha mais tempo para me preocupar comigo, porque amor de mãe é assim mesmo... é doação e entrega até o dia em que nossas crias batem as asas e voam para longe.


E não vou desejar um feliz dia das mães porque todo dia é dia das mães! Então... simplesmente: PARABÉNS, MAMÃES! E que FELIZES SEJAM TODOS OS TEUS DIAS!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Em busca do elo perdido...

Tantos caminhos trouxeram-me até aqui. Quantos luares contemplei e quantas estrelas pude contar. Lembro da minha infância, contemplando aquele céu que só se apresenta no interior, longe das grandes metrópolis onde a poluição, as luzes das ruas e dos prédios impedem de vermos o Caminho de Santiago, o Cruzeiro do Sul e várias outras constelações...
Lembro dos pedidos feitos às estrelas cadentes ou à primeira estrela vista quando o sol se punha no horizonte. Tem até um versinho que eu nunca me esquecia de dizer quando avistava a primeira estrela que é mais ou menos assim: "Primeira estrela que vejo, realize o meu desejo!" E fazia um pedido.
Lembro das núvens avermelhadas que, segundo os mais velhos, sinalizavam chuva próxima. Chega a ser nostálgico tais lembranças. Foram momentos que passaram despercebidos e hoje são lembranças que povoam minha mente inquieta.
Lembro da paz que eu sentia ao ouvir o canto das cigarras e o coachar de sapos assim tão naturalmente. As galinhas empoleirando-se uma a uma dentro de um contexto tão comum para quem nasceu na roça.
Hummm... aquele cheirinho de terra molhada...
Aquele gostinho de ser tão simples, tão despreocupada, tão feliz...
Não que eu não me sinta feliz morando numa cidade grande. Amo São Paulo apesar de tudo.
A verdade é que sinto saudade daquela simplicidade... Tudo parece tão conturbado agora... E sei que não é a cidade. Esse desatino é dentro de mim... uma guerra sem fim...
Tenho que sobreviver, tenho que ser sociável, compreensiva, generosa e com tantas preocupações sobra bem pouco tempo para ser feliz.

Recapitulando tudo o que já vivi, percebo que o que eu buscava há dez anos atrás continua sendo o que busco agora. As alterações foram poucas e provavelmente essa busca irá perdurar até a morte. Estou em busca de um elo que foi perdido há muito tempo... E não se trata das constelações, dos luares, das cigarras e nem do cheiro de terra molhada, trata-se de algo abstrato e que nem sei direito o que é, mas sei que faz muita falta: a minha PAZ interior!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Rodrigo Faro - O Melhor do Brasil

Quando se pensa em um apresentador de programa de auditório logo vem em mente Faustão, Silvio Santos, Gugu Liberato, mas na minha opinião, quem vem dominando o cenário e roubando a cena é o apresentador Rodrigo Faro. No último sábado, só pra variar eu estava em casa. Eu, particularmente, não tenho a menor paciência para assistir tv, muito menos aos finais de semana. Quem me conhece, sabe! Mas... como eu não tinha nada melhor pra fazer, liguei a tv para distrair-me um pouco e pra minha surpresa, fiquei plantada na frente da tv até às 23:00 assistindo ao programa do Rodrigo.

ILUMINADO! Eis o adjetivo que o define muito bem. Eu já havia assistido a alguns trechos do programa dele, cujo estilo não me atrai, pois para mim, aparecer na tv procurando um namorado é o cúmulo do desespero. rsrs... O fato é que o Rodrigo Faro consegue prender a atenção do telespectador. Estou certa de que a grande maioria que assiste ao seu programa se mantém diante da telinha pelos méritos do apresentador, dentre os quais se destacam: inteligência, bom humor, espontaneidade, simpatia, naturalidade e uma entrega total ao trabalho que faz e muito bem, diga-se de passagem.
Rodrigo Faro é um artista nato. Canta muito bem, embora sua carreira como cantor não tenha tido sucesso. Interpreta muito bem, porém nas novelas não teve tanto glamour, talvez por não ter olhos azuis nem um corpo "bombadão" que, infelizmente, é a maior prova de "talento" hoje em dia. Isso me leva a crer que o fato de ser cantor e ator foi só um trampolim para o grande salto de mestre.
É um artista completo e o programa lhe permite ser versátil, mostrar a arte em diversas formas nos rendendo ótimas gargalhadas.
O quadro Dança Gatinho é simplesmente hilário. Ele se utiliza de facetas impressionantes em performances impagáveis. Dando um verdadeiro banho em certos apresentadores de programas de humor que contam piadas sem graça desde que nasceram e se auto denominam "humoristas".
Na minha opinião, sem sombra de dúvidas, Rodrigo Faro é o melhor apresentador do Brasil. Suas surpreendentes imitações de artistas como Lady Gaga, Michael Jackson, Freddie Mercury dentre outros, são verdadeiras doses antidepressivas nas noites de sábado. Não há quem não dê risadas. A entrega do artista ao personagem mostra um profissionalismo transcendente de quem realmente ama o que faz
Se você ainda não assistiu, assista. Noites de sábado na Rede Record, isto é, se você não tiver nada melhor para fazer e eu imagino que tenha... rsrs Ultimamente tem sido o meu caso, noites de sábado sozinha em casa comendo chocolate e assistindo tv. Ninguém merece, eu sei! Mas infelizmente é a minha realidade atual.
Mas... voltando ao início, só para concluir: O título "O Melhor do Brasil" se aplica perfeitamente ao apresentador Rodrigo Faro, embora o programa em si seja uma vitrine para "pegação" na frente das câmeras, com uma sequência de "foras" colossais e "beija-sapos" para não perder a viagem!

Parabéns Rodrigo! Que Deus o abençoe sempre!!!!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Dizer Não às vezes É Preciso!

Há momentos em que me pego numa profunda reflexão tentando entender o porquê de certas coisas, certas atitudes, certas palavras. Embora, na maioria das vezes, eu não chegue a conclusão alguma é como se esses momentos acionassem novos mecanismos no meu cérebro. Ah, sim! Eu tenho um cérebro, embora não pareça em certas circunstâncias.
Hoje, por um motivo tosco e que não vale a pena ser detalhado, flagrei-me pensando no poder que possuem certas palavras ditas. Ora por mim, ora por terceiros. Um "NÂO" por exemplo, pode ser o fim de uma amizade, de um amor como pode ser o começo de uma nova fase ou de uma nova briga. Por que para alguns é tão fácil dizer não e para outros tão difícil?
*NÃO, obrigada. Parei de beber!
*NÃO, me desculpe, eu não posso ir.
*NÃO, eu não quero mais falar com você...
*NÃO me procure mais...
*NÃO quero discutir...
*NÃO vamos falar sobre isso agora...
*NÃO posso, não estou afim...
*NÃO faça isso, NÃO faça aquilo...
*NÃO se preocupe...
*NÃO vá embora...
*NÃO te amo mais...
*NÃO me espere para o jantar...
NÃO...NÃO... e NÃO...
        Geralmente, um "não" provoca desavenças... Por quê?
        Será que temos sempre que concordar mesmo não estando de acordo?
        Será que temos sempre que estar disponíveis para tudo para não causar turbulências na política da boa vizinhança? NÃÃÃÃOOOO.....
        Eu sou meio tonta, às vezes. Sou aquele tipo de pessoa que tem uma enorme dificuldade em dizer não quando me pedem algo sem me sentir culpada. Mesmo que um "sim" venha a contrariar certas convicções. Nos tempos da escola, eu fazia as provas de colegas que se sentavam, estrategicamente, à minha direita, à esquerda, à frente e atrás, só pra não perder a amizade. (Amizade essa que se fortalecia nas semanas de provas) correndo o sério risco de ter a minha prova anulada.
       Na minha festa de 15 anos (faz tempo, mas ainda me lembro... rs) fui proibida de convidar certos colegas de classe que se diziam meus amigos. A maioria, na verdade, não foi convidada. O detalhe é que minhas irmãs que estavam realizando a festa não conheciam esses colegas, portanto, só pude convidar aqueles a quem elas conheciam. Resultado: Todo mundo de cara virada pra mim. Nem tentaram entender que não os convidei porque eu NÃO PODIA. E mal sabem o quanto eu também fiquei chateada por não poder convidar a todos. Minhas irmãs tinham total responsabilidade sobre mim, desde a morte dos meus pais e qualquer confusão que fosse gerada sobraria para elas, por isso só convidaram quem elas sabiam que eram pessoas de bem.
       Outro exemplo: Já passei noites inteiras em claro cuidando da minha filha bebê e de mais uma criança, menor do que ela, para que a mãe dessa criança fosse pra balada, dois, três dias seguidos, simplesmente por não saber dizer não.
       Já detonei meu próprio relacionamento na tentativa de ajudar a salvar o relacionamento de terceiros... por não conseguir dizer "sinto muito, mas não posso ajudar"
                   Em alguns momentos em que eu disse "não", todas as vezes em que ajudei caíram no esquecimento quase que automaticamente. É incrível! De repente, me vi às voltas com um clima péssimo de estranhamento total, simplesmente porque eu disse "Não", porque respeitei a minha individualidade.
        Quem de nós nunca disse NÃO? E quantos "NÃOS" ouvimos desde que nascemos?
        Acho que todos nós temos o direito de não fazermos algo quando não estamos com vontade... Não temos tatuada na testa a frase "Para uso comunitário" ou "Estou aqui para lhe servir". É claro que ninguém é auto-suficiente e que estamos sempre precisando de ajuda, mas daí sentir-se na obrigação de fazer algo só para manter a amizade ou as aparências é um verdadeiro despropósito.
         Eu, particularmente, gosto muito de ajudar as pessoas e o faço sempre que posso. O problema é que se, numa impossibilidade, acabo por dizer "não", a reação da outra parte sempre gera em mim um sentimento de culpa. Eu adoraria poder dizer sempre sim, se for para ajudar alguém, mas infelizmente, eu também tenho meus momentos, minhas crises, minhas coisas para fazer, das quais não quero abrir mão. Isso não é egoísmo, apenas traços da personalidade humana, características do Homo sapiens, que precisa ser respeitada.
       
E não se trata de indiferença e sim de uma impossibilidade, seja lá por qual motivo, desde que seja um motivo importante para nós.
Não devemos abrir mão de nós mesmos, não podemos colocar nossas tarefas em segundo plano, pois existem coisas que ninguém fará por nós, assim como não devemos nos chatear por causa de uma recusa ou algo assim. Temos mesmo é que superar nossas dificuldades e encarar nossos problemas por nós mesmos.
Ajudar? SEMPRE, porém sem jamais esquecermos que dizer não, às vezes, É PRECISO!

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Ser Humano é difícil ou o difícil é SER humano?

Difícil mesmo é a resposta para essa pergunta. Conheço muita gente que acha muito difícil lidar com as outras pessoas. O ser humano é sim um ser muito complexo. Cada um com as suas particularidades, peculiaridades, excentricidades, desejos e ambições que, na maioria das vezes, diferem e muito daquilo que temos como padrão. Às vezes, o que é importante para alguns não faz sentido para outros e vice-versa. Até aí, é só uma questão de boa vontade em aceitar as diferenças, compreender que são essas diferenças que nos fazer ser criativos no processo de aprendizagem ao qual somos submetidos diariamente.
O problema é que, por vezes, temos o hábito de fantasiarmos a realidade, pintando de rosa uma parede que sempre foi branca. Queremos que nossos pais sejam como nós e não o oposto, que nossos amigos pensem como nós, que nossos cônjuges sintam o mesmo que sentimos, que nossos filhos sejam sempre o reflexo mais perfeito da imagem que gostaríamos de ter. Tornando-nos dissonantes em relação ao Universo. Por esse motivo, estamos sempre suscetíveis à erros, enganos e decepções. Que fazem parte do processo de amadurecimento individual, mas que acaba afetando pessoas próximas e que tanto amamos.
Os conflitos sempre existirão, entretanto, não deveríamos nos achar competentes para fazermos julgamentos à respeito de quem quer que seja. Um juíz só está idôneo à julgar, condenar ou absolver alguém após uma análise minuciosa de todas as partes envolvidas. E quando vivenciamos algo ruim, sempre nos colocamos no lugar da vítima, como se fôssemos sempre impecáveis e as outras pessoas atrozes, cruéis, traiçoeiras e dissimuladas. É muito fácil condenarmos alguém partindo do princípio que fomos vitimados. É fácil sermos cruéis, o difícil é olhar a situação com amor e tentar aceitar os motivos dos outros, ainda que não os compreendamos. Deus nos ensinou a amar ao próximo como à nós mesmos, mas a verdade é que essa premissa quase nunca é a base para as nossas relações. Sejam elas pessoais, profissionais ou amorosas.
O mundo gira, os conceitos são revistos e as pessoas passam a ter outras necessidades. Isso assusta, por vezes, incomoda, mas é a realidade e temos de aceitá-la.
Talvez seja a hora de começarmos a olhar para dentro de nós mesmos e ver o quanto estamos sendo egoístas. O quanto estamos dando importância à coisas quando deveríamos valorizar às pessoas. Valorizar o ser humano que tem sonhos, medos, mágoas, dúvidas e desilusões como todo mundo. O mal maior é julgarmo-nos superiores, maiores ou melhores que nossos irmãos. Em contrapartida, não devemos nos achar menores ou pouco merecedores de qualquer coisa.


Pode parecer utopia, mas ainda tenho esperança de que o futuro possa ser melhor. Que as gerações dos nossos filhos, netos, bisnetos estejam mais preparadas para o amor. Não o amor egoísta, interessado, mas o amor que liberta, o amor de Deus para conosco, o amor incondicional entre os seres humanos...
O ser humano é difícil! Eu sou difícil, você também é... Todos nós somos, mas o que é mais difícil ainda é agirmos como seres humanos evoluídos e não da maneira primitiva e preconceituosa que temos agido.
Compreensão é uma palavra a ser estudada, aprendida e eu já me matriculei nesse curso. Estou tentando ser mais humana em meus julgamentos. Isso pode até não fazer diferença para uns e outros, mas fará para quem realmente importar.
Somos aquilo que queremos ser! Eu escolhi não ser pior ou melhor do que ninguém, eu escolhi ser humana com todas as prerrogativas que isso implica sem falsos estereótipos.
E, antes de mais nada, com a certeza que não tenho o direito de julgar pessoas, tampouco posso habilitá-las para que me julguem. Somos humanos, passíveis de erros e mudanças de hábitos.

O SER HUMANO É DIFÍCIL PORQUE É MUITO DIFÍCIL SER HUMANO!

terça-feira, 8 de março de 2011

Socorro... Uma lagartixa!!!!!!!!!!!!!


       Muito bem, mulheres. É hoje!
      Se o seu marido lembrou, ótimo! Se não lembrou que hoje é o NOSSO dia, paciência! Ele ainda tem até às 23:59 pra lembrar ou quem sabe no ano que vem, né? E viva nós!!!
      Mudando de assunto, quero fazer uma pesquisa: Quem aí tem medo de lagartixa levanta a mão. Estou digitando só com a mão direita (sou destra) pois a esquerda já está levantada.
      Tem gente que morre de medo de barata, aranha, etc...já eu, tenho pânico mesmo é de lagartixa. De lesma também não posso nem lembrar, mas pelo menos essas não saem correndo desvairadas na sua direção. Nada que um pouco de sal não resolva.
      Outro dia, ao chegar em casa, deparei-me com uma lagartixa logo de cara. Acendi a luz, pois já era noite e a infeliz desbaratinou e se escondeu atrás da geladeira. Minha casa é minúscula e pareceu menor ainda para dividi-la com aquela coisinha asquerosa, branca, quase transparente que balançava a cabeça concordando com tudo o que eu estava pensando. Deu vontade de pegar a minha filha, sair e trancar a dita cuja dentro de casa na esperança de que, quando voltássemos, ela já tivesse tomado consciência que não seria nada justo expulsar mãe e filha de dentro de casa e tivesse se mandado.
      Eu queria mesmo é que ela saísse educadamente porta a fora deixando um "boa noite" e "Adeus". De preferência, que não tivesse gostado nada da hospitalidade e espalhasse para suas "parentas" que a minha casa não serviria nem mesmo de esconderijo numa noite fria e chuvosa. Assim, elas procurariam um outro endereço para se hospedarem. Resumindo, eu adoraria que ela fosse embora sem eu ter que apelar para a "Bernadete", minha vassoura, que estava justamente atrás da geladeira, lado a lado com a criatura. Imagine só o medo de enfiar minha mão para pegar a vassoura e encostar meus queridos dedinhos na infeliz...
      Eu queria evitar um confronto, porque na primeira "Bernadetada" que eu desse ela soltaria aquele rabinho que tem vida própria. E a visão daquela coisa solta dançando o "rebolation" quase me faz desmaiar. Pois, muito bem! coloquei minha filha encima da cama, como se isso fosse um obstáculo para uma criatura que sobe pelas paredes com velocidade da luz... pelo menos assim, ela não atrapalharia caso o combate se estendesse para outros territórios além da cozinha.
      Numa fração de segundos, lancei mão da Bernadete, minha fiel escudeira. Agora éramos maioria. A Bernadete e eu contra a lagartixa. Se bem que se eu levasse em conta que seríamos: BERNADETE E EU X LAGARTIXA E SUA CAUDA EPILÉTICA, estaríamos lutando de igual pra igual, mas enfim, eu precisava vencer, porque eu é que não iria conseguir dormir sabendo que aquela coisa poderia resolver dar um passeio pelo teto do quarto, pular para agarrar algum inseto e perder o equilíbrio ou a aderência das patas e cair encima de mim. Acho que eu teria um treco.
      Tentei matá-la com aquele spray de inseticida, mas percebi que era quase como borrifar água, ela bem que estava gostando, devia estar com sede, a pobre, mas dane-se, não tenho nada a ver com isso. Ela que fosse procurar água em outra freguesia.
Escancarei a porta o quanto deu, afastei um pouco a geladeira do lugar e a danada foi parar embaixo do fogão. Arrastei o fogão e ela voltou pra geladeira. Na terceira tentativa ela foi em direção à porta, então pensei: Agora ela sai! (Uma ova!) Ela subiu pela porta do lado de dentro. Eu queria gritar de nervoso, mas não queria assustar a minha filha. Nessas horas, eu percebo o quanto faz falta ter um homem em casa, mas é só nessas horas... rsrs
      Com a senhorita lagartixa atrás da porta, eu teria que fechá-la, mas se eu fechasse por onde que aquilo iria sair? Que dilema!
      Resolvi, então, seguir o conselho da "Bernadete", que decidiu fazer a frente e ir lentamente cercando a minha arqui-inimiga, obrigando-a a dirigir-se para fora no breu da noite. Ai ai... Se não fosse a Bernadete...

Rsrs...

PS.: Não quis colocar uma foto real da dita cuja, senão eu não conseguiria nem vizualizar meu próprio blog.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Para quê “Dia Internacional da Mulher” se os homens nunca lembram?


Eu sei que vão dizer que estou um tanto adiantada para falar sobre esse assunto, mas devo dizer que essa pressa é proposital. Esses dias, fui olhar o calendário para saber do feriado de carnaval e lá estava ele bem no Dia Internacional da Mulher. Esse ano, como em muitos outros certamente, dia 08 de março não será nada mais, nada menos que uma terça-feira de carnaval com desfile das escolas campeãs de 2011, pelo menos para os homens.
Tenho certeza de que todas nós, mulheres, nos lembraremos que dia será e nos parabenizaremos e nos desejaremos um feliz Dia Internacional da Mulher (até para aquelas que nem são nossas amigas e que nem vamos muito com a cara) nem que seja só para receber os parabéns de volta e na esperança de que alguma delas (cunhada, sogra, prima...) resolva ligar, passar um torpedo, um e-mail ou qualquer coisa do gênero, para nossos maridos, namorados, namoridos, ficantes, dizendo: “olha, Fulano, hoje é Dia Internacional da Mulher”, dê os parabéns à Cidinha, Cristina, Andréa, Viviane ou seja lá qual for o seu nome. Mas, isso não vai acontecer! No máximo, você vai ouvir um “parabéns pra você também” ou “obrigada, parabéns pra nós, né? rs”.
Não sei exatamente quem foi que inventou o Dia Internacional da Mulher, mas posso apostar que foi um homem. Algum político querendo fazer propaganda eleitoral, porque depois que a mulher conquistou o direito de votar, elas passaram a ser importantíssimas, afinal, existem mais mulheres do que homens nesse mundo. Basta olhar as salas de aula: muito mais alunas do que alunos e sem falar na quantidade de mulheres solteiras e disponíveis, enquanto a maioria dos homens, casados ou não, têm sempre mais de uma. Eles sempre negam essa estimativa, mas estejam certos que Homem está realmente em falta no mercado. Resumindo, algum político resolveu fazer uma homenagem às mulheres para que elas, ou melhor, nós nos sentíssemos lisonjeadas e passássemos a apoiá-lo, posto que ele estaria do nosso lado na luta por melhores condições de trabalho e por melhores salários (doce ilusão).
Na minha opinião, isso foi só uma jogada de marketing, porque na verdade, quem lembra do Dia Internacional da Mulher são só as mulheres. Alguns  vão dizer que se lembraram, mas certamente, foi porque ouviram no rádio ou na TV algum comercial dos Shoppings Centers torcendo para que eles,  quem sabe, comprem um presentinho só pra fazerem uma média. (Os poucos que são capazes de tal peripécia são namorados apaixonados no início do namoro e os maridos que traem suas esposas e não querem levantar suspeitas).
Então, eu me faço a seguinte pergunta: PARA QUÊ DIA INTERNACIONAL DA MULHER SE OS HOMENS NUNCA LEMBRAM?
Todo homem lembra-se do dia das mães, do dia dos namorados (há controvérsias), mas eles nunca se lembram do Dia Internacional da Mulher. Por que será? Se as mães são mulheres, as namoradas são mulheres ou não necessariamente nessa ordem... rsrs. Bom, mas deixa isso pra lá!
O motivo desse post, é só pra ver se algum homem vai ler. E no dia 08 de março, será que algum dos que leram vai lembrar que não será apenas uma terça-feira de carnaval? EU DUVIDO!!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O TEMPO NÃO PÁRA

Às vezes tenho a sensação de não estar fazendo tudo o que eu gostaria de fazer... e realmente, não estou. O tempo está passando cada dia mais rápido, gastamos horas dentro de um ônibus, horas pensando no que poderíamos fazer e não fazemos, horas lembrando  de coisas que já fizemos e que deram certo ou não, horas tentando descobrir o que realmente queremos fazer. E enquanto isso, o TIC TAC das horas não pára e quando nos damos conta já se foi mais um dia e outro e mais outro...
Há sempre alguém que vai dizer que tudo acontece no tempo certo, que não adianta ter pressa, que um dia sua hora vai chegar, mas não se engane: “Quem sabe faz a hora”, é nisso que eu acredito. E acho que é nisso que todo mundo deveria acreditar. Nunca é cedo demais! Nunca é cedo para sermos felizes, para fazermos um curso, uma viagem... Nunca é cedo para dizer a alguém que amamos o quanto a amamos... Nunca é cedo demais para pedir desculpas... Nunca é cedo demais para perdoarmos alguém que nos tenha magoado, porque temos a terrível mania de dizer: “Não, ainda não! Precisa sofrer um pouco mais!”.
A verdade é que dizer “ainda é cedo” é mil vezes mais fácil do que dizer e admitir que “é muito tarde”.  Saber que perdemos uma grande oportunidade é demasiadamente frustrante. Saber que poderíamos ter feito a coisa certa e não fizemos. O tempo não volta, não pára, não espera... ele é simplesmente, implacável. Um belo dia,  acordamos, olhamos no espelho e notamos que “Puxa, vida! Essa ruga não estava aqui! Onde é que eu estava que não reparei nela até hoje? Que horror! Meus cabelos estão embranquecendo...Caramba!!!! O Tempo passou!”... Aí,  você se desespera e lembra de uma infinidade de coisas que você queria fazer e não fez. Pensa em fazer um curso de inglês, mas acha que já não tem mais cabeça pra isso, quer muito voltar a estudar, mas fica com medo de estar em uma sala de aula repleta de jovens que vão te chamar de tio(a) e pode apostar que vão mesmo.  Você lembra que sempre desejou um carro zero ou uma Harley Davidson usada mesmo, mas nunca teve grana suficiente porque sempre ganhou pouco, porém, estava acostumado com o trabalho fácil e tinha medo de mudar de emprego, de enfrentar novos desafios, mas agora, está decidido:” Vou pedir as contas e vou procurar um emprego melhor!”  ou pior: “Vou arranjar um emprego, já!” E quando você chega à uma agência de empregos, a primeira coisa que te perguntam é: Quantos anos você tem? “Desculpe, mas a vaga é para candidatos de 18 à 35 anos. E você já passou disso e nem tinha se dado conta.
Depois de tantos anos, você lembra-se daquele grande amor que teve na juventude, mas que o  fez sofrer e você, por orgulho bobo, por achar que estava por cima da carne seca, não o perdoou enquanto havia tempo... Aí, você pensa: “fulano ainda deve me amar... um amor não acaba da noite pro dia” e disca o telefone que ainda sabe de cor, só pra ouvir um “Agora é tarde”...
Por essas e outras é que acredito na máxima: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”
Muitas pessoas dizem que eu sou muito acelerada, que eu sou impaciente, apressada, ansiosa, que pareço formiga e eu concordo plenamente. Eu tenho urgência em viver! Não vou ficar parada esperando as coisas acontecerem na minha vida. É a MINHA vida e embora, acredito que nada acontece se não for da vontade de Deus, eu tenho o livre arbítrio para tomar minhas decisões, para aprender do meu jeito, pois Deus disse: Faça sua parte e eu te ajudarei! E é isso que faço!
Sempre temos escolhas a fazer e, claro, devemos optar por aquela que realmente acreditamos que nos fará bem, aquela que não agrida ao próximo e nem a nós mesmos. Se algo não está legal, não insista. Não peque pela ignorância, não peque pela tradição, busque a sua felicidade. Só você é responsável por ela. Temos que agir de coração aberto, de consciência livre e com responsabilidade para assumir que os erros foram nossos e de ninguém mais. Temos que pensar muito sobre o que queremos de verdade, mas não tanto ao ponto de perdermos o tempo hábil para agirmos. Não podemos  ficar sentados no “trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes esperando a morte chegar”...  Porque, um dia, ela vai chegar...
É triste ouvir que já não temos mais chances...
Ainda é cedo não existe!
Porque NUNCA é cedo e a primeira vez é sempre a última chance!
"Nunca penso no futuro, ele chega rápido demais." (Albert Einstein)
"Porque o tempo é tão implacável, roubando-nos as oportunidades se não formos suficientemente rápidos para agarrá-las imediatamente?"
(Liv Ulmann)
"A vida já é curta e nós a encurtamos ainda mais desperdiçando o tempo. (Victor Hugo)
"Quem mata o tempo não é assassino, mas sim um suicida." (Millôr Fernandes)

Viver o hoje, o agora, o já!!! Esse é o meu lema!
Não espere mais... Corra, dance, cante, grite, pule, brigue, extravase!!!!
Só não deixe o tempo passar!!!!
 Mergulhe de cabeça na vida e seja feliz AGORA!!!! Não deixe pra depois!!!

Beijos no coração de todos!!!!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Diabo, maquiavelicamente, inventou o funk carioca, Deus, em sua infinita bondade, os fones de ouvido

Na última semana, eu estava com mil idéias na cabeça sobre o que eu postaria no meu blog, mas ainda não havia me decidido sobre qual tema eu falaria, entretanto, após um feriado prolongado de sol e muito calor e noites inteiras sem dormir, eu resolvi falar sobre esse tema, que me cansa, me enoja, me embrulha o estômago e me deixa perplexa com a tamanha falta de respeito que as pessoas têm com as outras...
Eu havia pensado em falar de música hoje, mas me recuso a chamar isso de música. Sou do tempo que música fazia bem para a alma, para o coração, transmitia paz, inspiração, calma, espantava os males... E não isso que vejo hoje em dia. Que denigre a imagem feminina, que reduz o ser humano a animais irracionais (cachorras, tigrões, etc...), Para terem uma idéia do que estou falando, passei duas noites tentando dormir ao som de “senta aqui, novinha”, “Olha o barulhinho...ploct ploct...ploct”, “Quero te dá, dá dá dá dá dá dá” entre outros refrões que não posso colocar aqui porque me dá vergonha. Foi uma overdose de baixaria... Quase tive um colapso!

Acontece que alguns imbecis resolveram passar o feriado com um carro de som ligado a uma sonoridade de um bilhão de decibéis na porta da minha casa... ouvindo sabe o quê???? Acho que eu não consigo nem dizer o nome: “Funk”. (dizer o nome já eleva meus batimentos cardíacos). Logicamente, não estou me referindo ao verdadeiro Funk (também conhecido como soul funk ou funk de raíz) que é um estilo bem característico da música negra norte-americana, desenvolvido a partir de meados dos anos 1960 por artistas como James Brown e por seus músicos, especialmente Maceo Parker e Melvin Parker, a partir de uma mistura de soul music, soul jazz, rock psicodélico e R&B.


Eu, sinceramente, não entendo como as pessoas (principalmente as mulheres) podem gostar tanto de serem escandalizadas, diminuídas, ofendidas, pois para mim, ser aclamada pelo tamanho das nádegas ou dos seios, ser comparadas a frutas, animais ou objetos é ser altamente ofendida. O funk carioca é geralmente criticado por ser pobre em criatividade, por muitas vezes apresentar uma linguagem obscena e vulgar apelando para letras obscenas, com apologia ao crime, drogas e tráfico, e à sexualidade exarcebada, para fazer sucesso. NÓS PRECISAMOS DISSO????
Eu fico indignada com a pobreza de espírito que está por trás do estilo “funk carioca”, a sociedade não precisa disso, nossas crianças não precisam disso, eu odiaria ver minha filha cantando algum dos refrões citados anteriormente, mas no fim das contas, se isso acontecer, e eu espero que NUNCA aconteça, não será culpa dela, nem minha, pois não posso controlar o que os meus vizinhos ouvem, não posso sair com um revólver na rua atirando em todo mundo que tiver com seus carros e suas bazucas sonoras estrondando o quarteirão, embora vontade não me falta. Aí, entra a questão de cidadania, do seu direito terminar onde começa o meu, mas existe consciência cidadã em um indivíduo que curte funk? Eu duvido! Porque não basta ser funk, tem que ser alto! Altíssimo, de preferência! E tem que ir até às 08:00 da manhã... ou até alguém chamar a polícia... Porque uma coisa é certa: FUNCIONA! 
Gosto é gosto e cada um tem o seu, concordo plenamente, mas eu não posso obrigar meus vizinhos (salvo raras exceções) a gostarem de Legião Urbana, Engenheiros do Hawaí, Guns N’Roses, Caetano Veloso, Eliz Regina, Queen, Beatles... Infelizmente, eu não posso!!!
Mas de uma coisa estou certa: “Se eu encontrar o miserável que inventou a droga do funk carioca, eu MATO!”
Existe censura pra tudo: Tv, cinema, poltica, etc... Cadê a censura às letras de músicas???? Ah, tava esquecendo “Funk” não é música. Mas de qualquer forma, deixo o meu apelo às autoridades: Por que não pensar em um projeto de lei que proíba a execução desse execrável estilo musical em público? Por que não criar locais específicos para os famosos báiles (popularmente, “pancadão”) com isolamento acústico?
Assim, vai quem gosta, não incomoda a população, não induz nossas crianças a fazerem apologias às drogas, sexo, tráfico.... e de quebra, descongestionaria bastante o 190 para chamadas emergenciais em casos mais graves. Não seria um caso a se pensar???